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A Branca de Neve

A Bela Adormecida.


Era uma vez, num reino bem distante, uma linda rainha que vivia em um magnífico castelo. Ela era muito bonita e amorosa. Todos do castelo a amavam, principalmente o rei, que era apaixonado por ela. Nada faltava no castelo, havia muita fartura. O rei e a rainha eram muito felizes.

Em uma noite fria de inverno, a rainha estava sentada no sofá da sala, com a lareira acesa, lendo um livro enquanto a neve caía do outro lado da janela. Naquele momento, ela fez um pedido: seu desejo era ter um bebê, cuja pele fosse branca como a neve.

E assim, após alguns meses, o seu desejo se realizou. Nasceu uma linda menina, cujos olhos eram azuis como um diamante, cabelos bem pretinhos como a jabuticaba e a pele bem branquinha como a neve. O rei e a rainha ficaram ainda mais felizes com o nascimento da menina e lhe deram o nome de Branca de Neve.

Porém, a felicidade não durou muito tempo. A rainha ficou muito doente e acamada e veio a falecer. Todas as pessoas que moravam no castelo choraram muito com a morte da rainha, pois ela era muito querida e amada por todos.

O rei ficou muito triste com a perda da esposa. Entretanto, meses depois, preocupado com a filha que ainda era pequena, o rei decidiu se casar novamente, pois precisava encontrar alguém que o ajudasse a cuidar de sua filha. E assim, ele viajou por alguns dias até que encontrou uma mulher para ser sua esposa e ocupar o lugar da rainha.

Ela era alta, muito bela e também muito vaidosa. Seus cabelos também eram pretos e longos. O rei ficou encantado com a sua beleza. E assim, o rei a pediu em casamento. O casamento aconteceu poucos dias depois em um belo domingo ensolarado. O reino agora tinha uma nova rainha.

O que poucos sabiam é que, além de vaidosa, a nova rainha era também muito invejosa e guardava muitos segredos. Quando se mudou para o castelo, trouxe consigo um espelho mágico que podia falar!

Certo dia, toda vaidosa, a rainha foi até o quarto e ficou em pé diante do espelho mágico e lhe perguntou:

— Espelho, espelho meu! Existe alguém mais bela do que eu?

— Minha querida rainha, não há ninguém mais bela do que Vossa Majestade!

— Obrigada, Espelho Mágico! – a rainha sorriu e agradeceu ao espelho.

O tempo passou e Branca de Neve cresceu e se tornou uma linda menina. Todos a admiravam pela sua simplicidade e beleza. O rei precisou viajar a negócios e, novamente, a rainha tornou a perguntar ao espelho:

— Espelho, espelho meu! Existe alguém mais bela do que eu?

— Minha querida rainha, Branca de Neve é mais bela que Vossa Majestade!

— O quê? Branca de Neve?! – a rainha repetiu furiosa. — Não pode ser! Vou dar um jeito nisso. – ela falou e saiu batendo os pés.

Naquele mesmo instante, a rainha se encheu de fúria e foi ao encontro do seu melhor caçador e lhe deu uma ordem:

— Encontre Branca de Neve e traga-me o seu coração! – a rainha lhe ordenou, entregando-lhe uma caixa com cadeado.

— Às ordens, Vossa Majestade! – falou o caçador, curvando-se em reverência antes de se pôr a caminho.

O caçador foi até o jardim do castelo, onde encontrou Branca de Neve sentada em frente ao chafariz, observando as lindas aves que ali cantavam.

TRÁ LÁ LÁ LÁ LÁ...

Ele gostava muito de Branca de Neve e vendo o coração tão puro e tão bondoso da linda menina, não teve coragem de cumprir a ordem dada pela rainha. Ele caminhou até ela e lhe contou que corria perigo. Assustada, Branca de Neve pediu que ele a ajudasse. E assim, o caçador a levou até a floresta e a escondeu em uma caverna. Em seguida, caçou um cervo, tirou seu coração e o entregou à rainha, como se fosse o de Branca de Neve.

Branca de Neve ficou ali na caverna preocupada, pensando em como faria para comer e se abrigar do frio. E foi naquele momento que apareceu um lindo coelhinho e a levou até uma pequena casinha, onde ela pudesse ficar. A casinha era tão pequenininha, que Branca de Neve teve que se agachar para passar pela porta da casa. Estava tão bagunçada, que imediatamente ela resolveu organizar todas as coisas que estavam jogadas pela casa.

— Ufa! Está tudo limpinho! – falou Branca de Neve assim que terminou a organização. Como estava exausta, subiu as escadas que davam para o quarto à procura de uma cama para dormir. Todas eram muito pequenas, mas ela encontrou uma que foi o tamanho ideal e ali adormeceu.

Horas depois, os donos da casa retornaram do trabalho. Eram eles: o Mestre, o Dengoso, o Atchim, o Feliz, o Zangado, o Dunga e o Soneca. Eram os Sete Anões. Assim que abriram a porta da casa levaram um grande susto: a casa estava limpa e organizada. Cuidadosamente, foram caminhando pela casa e subiram as escadas. Abriram a porta do quarto e viram Branca de Neve dormindo.

— Ora, ora! Tem uma menina dormindo em sua cama, Zangado! – falou o Atchim.

— Silêncio! Ela está dormindo. – falou o Mestre. Naquele momento, o Zangado, já irritado por ter alguém dormindo na sua cama, tropeçou no pé do Feliz e acabou acordando Branca de Neve que levantou assustada.

Todos a olhavam curiosos. Educadamente, Branca de Neve lhes contou sua história e explicou que estava em perigo e que precisava de um lugar para ficar. E assim, os Sete Anões fizeram um trato: Branca de Neve poderia ficar se, em troca, ela cozinhasse e cuidasse da casa. Ela aceitou prontamente e passou a viver ali com eles, feliz da vida.

— Branca de Neve, não abra a porta para estranhos! Tome cuidado! – os Sete Anões a aconselhavam todos os dias antes de sair para trabalhar.

Em uma tarde, enquanto Branca de Neve lavava a louça, uma velhinha que passava no bosque e a viu pela janela perguntou:

— Bom dia, querida! Será que você pode me dar um copo de água? Estou muito cansada. – vendo que a velhinha carregava uma cesta nas mãos e parecia bem cansada, Branca de Neve abriu a porta para que entrasse e lhe entregou um copo de água.

Assim que bebeu a água, a velhinha falou:

— Muito obrigada, querida! Pegue essa maçã como agradecimento. Vamos, experimente! – e entregou a ela uma maçã viçosa, bem vermelha, que Branca de Neve mordeu um pequeno pedaço e desmaiou em seguida.

— Isso! Muito bem! Agora sou a mulher mais bela em todo o reino! – disse a velhinha que, na verdade, era a rainha disfarçada.

Quando os Sete Anões chegaram do trabalho encontraram um pedaço de maçã e Branca de Neve caída ao lado, dentro da cozinha. Logo descobriram que a fruta estava envenenada. Desesperados, tentaram acordá-la a todo custo, mas todo sacrifício foi em vão. Tristes com a partida da querida Branca de Neve, resolveram colocá-la no caixão de vidro e levá-la até o bosque para que todos os amigos da floresta pudessem vê-la. Ela só poderia acordar ao receber um beijo apaixonado.

Um príncipe de um reino vizinho cavalgava por ali naquele exato momento quando a avistou. Imediatamente desceu do seu cavalo e caminhou até ela. Quanto mais perto ele chegava, mais se encantava com a beleza de Branca de Neve. Educadamente, pediu licença aos Sete Anões, que choravam inconsoláveis, retirou o vidro, acariciou o rosto dela e a beijou carinhosamente.

Naquele instante, Branca de Neve acordou e contemplou a presença do lindo príncipe que sorria para ela. As lágrimas de tristeza se transformaram em lágrimas de alegria e ambos foram aplaudidos por todos.

Assim que o rei voltou de viagem e descobriu tudo o que havia acontecido, pediu para que os guardas prendessem a ex-rainha nas masmorras para sempre. Dias depois, Branca de Neve e o príncipe tiveram um casamento mágico no magnífico castelo, na presença do rei, dos Sete Anões e dos animais que viviam na floresta e viveram felizes para sempre.

FIM


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