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A Fábula do Leão e do Rato

O Leão Leônidas segurando o rato Honorato entre as suas patas.


Certo dia, o leão Leônidas estava dando o seu passeio da tarde quando sentiu muita vontade de tirar um cochilo. Ele logo encontrou uma árvore muito grande e com muitas folhas que faziam uma bela sombra. Leônidas deitou-se embaixo dela para descansar.

Acontece que o lugar onde Leônidas se deitou foi bem na frente da casinha do rato Honorato. Não foi de propósito, claro. Era difícil um leão daquele tamanho ver um buraquinho de rato tão escondido no pé de uma árvore.

Honorato, que estava se arrumando para ir buscar frutas para o jantar, colocou o nariz para fora da toca e levou um susto. Um leão estava bloqueando a sua saída! E agora, como ele faria? Não queria se atrever a acordá-lo, afinal, todos sabem que nada deixa um leão mais chateado do que ser acordado do seu cochilo.

Honorato já estava com fome. Ele precisava sair para buscar aquelas frutas! O ratinho, então, tomou coragem, respirou bem fundo e saiu correndo sobre aquela montanha de pelos que estava deitada ali.

Mas o pobre Honorato não deu sorte. Seu rabinho passou perto do focinho de Leônidas. O leão sentiu uma vontade muito grande de espirrar e acordou do seu cochilo para ver o ratinho quase em cima do seu focinho. Furioso por ser acordado, ele pegou o ratinho entre suas patas e disse:

— Quem você acha que é para me acordar da minha soneca? Não sabe o que posso fazer com você?!

— Me desculpe, leão! Eu não queria lhe acordar, mas estava atrasado para buscar o meu jantar! Por favor, me deixe ir sem me machucar! Eu prometo que algum dia posso retribuir esse seu gesto de bondade.

Leônidas começou a rir.

— Como um ratinho do seu tamanho poderia ajudar um leão como eu?

— Oras, eu posso ser pequeno, mas eu também sou esperto!

Honorato já estava ficando chateado com a falta de educação do leão. Ele franziu a testa e pediu mais uma vez:

— E então, temos um trato?

Leônidas olhou para aquele pequeno ratinho e ficou com pena. Como não tinha nada a perder, resolveu soltá-lo. Honorato seguiu seu caminho e Leônidas voltou para sua toca do outro lado da floresta.

Num outro dia, durante um de seus passeios da tarde, Leônidas parou para investigar um punhado de cordas muito esquisito que estava no chão da floresta. Quando tocou a corda com a pata, foi puxado para o chão com força. Era uma armadilha! Quanto mais Leônidas tentava se soltar, mais preso ficava no meio das cordas. Ele caiu no chão desesperado. Com muito medo, começou a rugir pedindo ajuda.

Honorato estava passando ali por perto. Ele escutou os rugidos de Leônidas e correu para ver o que estava acontecendo. Honorato subiu no focinho do leão e disse:

— Pare de se mexer! Você está apertando as cordas! Eu vou soltar você!

E rápido como só um ratinho pode ser, Honorato roeu todas as cordas até que conseguiu soltar o leão. Os dois correram dali o mais rápido possível. Quando já estavam bem longe, Leônidas parou e falou para o ratinho:

— Eu preciso lhe pedir desculpas. Eu ri de você naquele dia, mas agora eu sei que até um pequeno ratinho é capaz de fazer grandes coisas. Obrigado por salvar minha vida!

Daquele dia em diante, Leônidas e Honorato se tornaram grandes amigos. Quase todos os dias eles saiam juntos para passear, conversar e olhar as flores da floresta.

A lição havia sido aprendida: nunca julgue alguém pelo seu tamanho.

FIM


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