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A Raposa e o Corvo

A raposa e o corvo, próximos a uma árvore.


Certo dia, quando surgiram os primeiros raios de sol, um corvo preto voou pelas campinas à procura de alimento. Mais adiante, encontrou um apetitoso pedaço de queijo amarelo, próximo à estrada que ia em direção à fazenda que estava ali perto.

— Hum... Este queijo parece estar maravilhoso! Não vejo a hora de saboreá-lo. – falou para si mesmo.

Ele diminuiu a velocidade de seu voo e pousou em terra seca, abocanhando o alimento que tanto procurava.

E assim, com o pedaço de queijo preso em seu bico, sobrevoou novamente, desta vez, à procura de um local para que pudesse se abrigar e saborear o alimento conquistado.

O sol começava a ficar mais forte, precisava encontrar o quanto antes um local fresco e aconchegante.

Após alguns minutos de voo, avistou uma grande árvore, do outro lado da montanha. Parecia ser ideal, por isso foi até lá.

— Agora sim! Finalmente poderei descansar e saborear o meu queijo, que parece estar delicioso.

Mal sentou-se no galho da grande árvore, quando uma linda raposa amarela, de focinho comprido e uma cauda longa e peluda se aproximou.

Ela estava escondida entre as campinas, observando-o de longe. Quando avistou o corvo com um bom pedaço de queijo, sentiu uma enorme inveja e desejou comê-lo a qualquer custo.

Ao colocar-se diante do tronco da árvore, disse ao corvo:

— Bom dia, Sr. Corvo!

Surpreso com a presença, ele respondeu:

— Bom dia, Dona Raposa! –disse o corvo com cuidado para que o queijo não caísse de seu bico.

— Parece que encontrou uma bela sombra para descansar.

— Sim, é verdade! O sol está muito quente hoje.

— Tenho que concordar com você! E parece-me que encontrou também um ótimo pedaço de queijo.

— É verdade, encontrei faz pouco tempo. Estava me preparando para saboreá-lo.

— Poderia me oferecer um pedaço?

—Na-na-ni-na-não! – falou o corvo balançando a cabeça, quando abocanhava o primeiro pedaço.

— Só um pedacinho! – insistiu a raposa.

— Hã, hã! – repetiu o corvo.

Entristecida, a raposa virou as costas e caminhou pelas campinas, ainda pensando no pedaço de queijo que havia deixado de ganhar.

— Que corvo orgulhoso! Sequer quis dividir um pedaço de queijo comigo... – falou a raposa ainda pensando no assunto. — Mas isso não vai ficar assim!

A raposa deu meia volta e foi novamente ao encontro da ave, que permanecia em cima do tronco, segurando o alimento. Tinha ela uma ideia para tentar conseguir aquele queijo.

— Você voltou, Dona Raposa! O que a traz de volta? – o corvo perguntou surpreso.

— Ora, Sr. Corvo, antes de ir embora eu gostaria de lhe dizer algo. Sabia que você é um pássaro magnífico? Possui uma beleza estonteante. Só falta cantar para combinar com a sua beleza. Não há dúvidas de que se tornará o rei dos pássaros, com tantas qualidades.

Ao ouvir aquelas palavras, o corvo encheu-se de vaidade diante de todos aqueles elogios. Naquele mesmo instante, levantou o pescoço para cantar. Assim que abriu a boca, o queijo caiu.

A raposa apanhou-o e foi-se embora, feliz da vida.

Moral da história 1: Cuidado com aqueles que fazem elogios exagerados.

Moral da história 2: A ganância pode fazer você perder aquilo que é muito importante em sua vida.

FIM


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